16 de dezembro de 2001, essa data é inesquecível para mim. Três anos antes, nesta data, eu perdi a minha segunda filha, Aline, com apenas 4 meses de idade.
Já haviam se passado 8 anos e nada. E eu pensava, caramba, o que eu faço de errado? A experiência de 2000, quando tínhamos um time fantástico no Juventude e deixamos escapar a conquista que parecia certa me fez quase desistir, abandonar simplesmente o futebol. Mas se na Literatura a gente aprende que o mais importante é a página seguinte, no futebol não é diferente. Veio 2001 e com o apoio do Guarino Jr., que nunca nos faltou, e do professor Cassinho também, continuamos no Juventude, o qual havíamos aprendido a gostar como se fosse a nossa segunda pele, porque a dor, o sofrimento, nos torna mais fortes, nos aproxima mais das coisas que nos são importantes. E depois de conversar muito com meu pai, mais uma vez eu me inspirei nele, que nunca desistiu de nada em sua vida e fui em frente. E com um um time completamente reformulado, restou apenas o zagueiro Vinicius Calazans, que a bem da verdade, era meio time, fomos pra luta.
Na final, lembro-me bem, é daqueles momentos em que um minuto se parece uma eternidade. E confesso que no minuto final eu era mais um torcedor que um técnico, porque o adversário todo em cima do seu time, restando um minuto, já nos acréscimos, o que se pode fazer ao lado do campo, senão torcer e rezar. E quando o árbitro, o professor Luiz Fernando Moreira fez trilar o apito final, olhei para o céu nublado, deu um branco, e não vi mais nada em minha volta e o chão faltou sob os meus pés. Foi assim que a vida me provou que nada é impossível. Havíamos conseguido. Vitória de todos nós!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
NO E.C. VASCO DA GAMA de Rio Claro
A convite do amigo e dirigente Luiz Fernando "Bola", trabalhamos no E.C. Vasco da Gama em;
1999 - Auxiliar técnico do Prof. Medina - categoria Sub-17;
2004 - Técnico - categoria Sub-20 - breve período restrito ao "Torneio Amizade", do qual nos sagramos campeões.
2005 - Técnico - categoria Sub-17 - chegamos à semifinal do Campeonato da L.M.F.
2006 - Técnico - Super Copa Bandeirante -Classificação p/ Fase Final.
A foto, em que apareço em segundo, a partir da esquerda, ao lado do Bola,foi publicada no Jornal Cidade em 2006.
Meus agradecimentos ao grande presidente Jackson que, a exemplo do Bola, sempre me tratou muito bem e sempre foi muito correto para comigo. Abraços! Vascão é sangue na veia!
1999 - Auxiliar técnico do Prof. Medina - categoria Sub-17;
2004 - Técnico - categoria Sub-20 - breve período restrito ao "Torneio Amizade", do qual nos sagramos campeões.
2005 - Técnico - categoria Sub-17 - chegamos à semifinal do Campeonato da L.M.F.
2006 - Técnico - Super Copa Bandeirante -Classificação p/ Fase Final.
A foto, em que apareço em segundo, a partir da esquerda, ao lado do Bola,foi publicada no Jornal Cidade em 2006.
Meus agradecimentos ao grande presidente Jackson que, a exemplo do Bola, sempre me tratou muito bem e sempre foi muito correto para comigo. Abraços! Vascão é sangue na veia!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
PARCERIA PERFEITA
Coincidentemente jogávamos na mesma posição, lateral, e temos
quase a mesma idade. Sou apenas 1 ano
mais velho. E também jamais me arrisquei a jogar de goleiro. Foi assim na A.A.
Santana, no Rio Claro F.C, menos no C.A Juventus, onde ele jogou e foi campeão,
e eu não.
| Em 2012, na Associação Atlética Santana |
Nosso primeiro
trabalho juntos foi no Juventude F.C. em 1995, com a categoria Infantil
(Sub-13) onde fomos vice-campeões em um campeonato que contava com a presença
dos clubes profissionais da cidade, Rio Claro e Velo. Chegamos na frente de
ambos. O campeão foi o Juventus, nossa única derrota na competição, de virada
por 1x2, em casa. Terrível só de lembrar.
| Com o competente e vencedor dirigente e treinador Marcos Guarnieri |
Depois,
voltaríamos a trabalhar juntos na E.C Esmaltec em 1997, no C.A Juventus, em
1998, e, dez anos depois, nos reencontraríamos no Juventude F.C para realizar
um trabalho sensacional e levar o clube a duas conquistas na Copa Ouro, em
Araras, uma das competições mais disputadas e organizadas das categorias de
base.
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| Em 1998, aos 27 anos, no C.A Juventus de Rio Claro. A partir da esq.: Valdir de Oliveira, Nelsinho Martinhi, Bueno, Geraldo Costa Jr. |
Este ano, tivemos a felicidade de nos unirmos a um cara experiente, competente demais, amigo, vencedor e cumpridor com seus compromissos que é o Marcos Guarnieri, com o qual também aprendemos muito a cada dia.
Esse é um resumo da parceria Geraldo Costa Jr e Nelson Eduardo
Reis Martinhi.
| Campeões Dentão e Vice Dente de Leite pela A.A. Santana em 2012 |
A medida em que for digitalizando irei postando aqui as matérias
de jornais. Por ora, confiram algumas fotos.
CORRENDO ATRÁS DAS CANELAS ADVERSÁRIAS.
Em que pese todo esforço e boa vontade de meu pai, O Seu
Geraldo, nunca fui bom de bola, na melhor acepção da palavra, hoje, tão
maltratada pelos caneludos que viram atletas, e jamais serão jogadores. Futebol
é um jogo e tem que ser jogado. Com habilidade, de preferência. Não era
evidentemente o meu caso. Fosse, e acho que não teria virado treinador aos 24
anos. Atingi a minha melhor performance, digamos assim, por volta de 17 anos,
convencido finalmente das orientações de meu pai e pela oportunidade de jogar
com amigos, alguns anos mais “velhos” e muito mais habilidosos que eu. Exemplo:
Gilberto Donato, Altair Gonçalves, Fábio Scatolin. Era observá-los e sempre se
aprendia algo de bom.
Entretanto, dei um azar desgraçado. Jogava na posição de
lateral. Nas duas. Porque, desde muito pequeno, meu pai me ensinou a dominar e
a chutar a bola também com o pé esquerdo. Isso fazia com que sempre houvesse um
lugarzinho pra mim no time. Ainda que fosse, como na maioria das vezes, no
banco de reservas. Coisas da vida. E do senso de justiça que sempre orientou as
decisões do meu pai, na vida e no futebol.
E quando era titular, pois bem, eu tinha de enfrentar as
feras: Vander, que naquela época era apenas Pirulito (e voltou a ser depois que
parou de jogar profissionalmente), Val Demarchi, Alves, todos estes se
profissionalizaram e acabaram titulares no Velo Clube, pelos quais, depois, eu
torcia nas arquibancadas do Benitão. Só pra citar alguns.
Confesso, da cintura pra baixo, mêu, tudo era bola. Não
tinha outro jeito, não. Os caras eram rápidos e bons demais.
Numa coisa, pelo menos, dei sorte. Não precisei correr
atrás do F-1 do Nelsão Leme. Jogávamos no mesmo time. Formávamos a ala esquerda
do infantil e depois, juvenil, da Associação Atlética Santana, nos anos de
1984, 1985,1986. Ufa, dessa escapei!
Confira acima algumas fotos dessa “época gloriosa”: a da
adolescência.
FORÇA, MEDINA!
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| O Prof. Medina, à direita, quando trabalhamos juntos, em 1999. |
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
JUVENTUDE FUTEBOL CLUBE - GRANDES ALEGRIAS!
Foi difícil no começo, afinal, eu trazia do tempo de garoto, a rivalidade no sangue, por ter jogado dos 13 aos 17 anos na Associação Atlética Santana, e aprendido entre outras coisas que ganhar do Juventude é questão de honra. Não sei quem começou com isso e não me importa. Mas confesso que comprei a ideia e a alimentei até o dia em que numa manhã de 1999, no campo do Vasco da Gama, treinando com o Prof. Medina a equipe sub-20 da A.E Velo Clube, que se preparava para o Campeonato Paulista, conversei com o Zé Pedro de Paula Caraça, então presidente do Juventude Futebol Clube, primo do meu pai, meu primo também, pessoa querida e respeitada no meio do futebol rio-clarense que me disse: Pôxa, você mora ao lado do Juventude, seu pai já trabalhou lá (em 1990, vice-campeão, sub-17), e você nunca foi lá com a gente. A oportunidade viria no ano seguinte. E de 2000 até 2003, foram 1 título (2001) e dois vices (2000 e 2002) na categoria Sub-17. Três finais em três anos consecutivos. Três timaços. Tenho fotos de dois deles, o de 2001 e o de 2002. Uma fase de muita alegria. Trabalhar em um clube organizado, no meio de pessoas amigas, companheiras, José Guarino Jr., Zé Pedro, Élcio Pereira, Jair, Quinha, Dito, puxa vida, que bacana foi isso.
A garotada então... No time de 2000, havia o Eduardo e o João Paulo que já haviam jogado conosco no Juventus, dois anos antes. Também o Anderson, um baita de um meia esquerda. E no ataque, o veloz Giovanni e o Everton. Depois de um início (como sempre) difícil, o time foi se acertando, vieram as goleadas e só fomos parados na final, pelo São João, que, na verdade, era o Velo Clube, o campeonato não permitia que clubes profissionais disputassem a competição.
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| Foto que saiu na primeira página do Jornal Cidade, edição de 18/dez/2001 |
No ano seguinte, não teve erro. Título. O time era formado em sua maioria por jogadores dois anos a menos que a idade limite para a categoria sub-17. Houve quem disse que era loucura. Mas o Prof. Cassinho, que havia formado essa garotada desde o sub-11, disse: Vai que dá. E fomos. Puxa vida, fomos bem demais. Na final enfrentamos o IX de Julho que até o primeiro jogo da decisão só havia sofrido 1 gol na competição e ganhado todos os jogos. Naquele jogo não teríamos o capitão Bruno Bortolotti, suspenso, solicitei ao diretor Elcio Pereira que providenciasse a presença do outro ótimo zagueiro Veridiano que estava afastado fazendo testes em um clube profissional. E o Élcio, competente como sempre, nos atendeu. Veridiano fez uma ótima partida, a sua única conosco naquele ano.
Já em 2002, outra grande campanha, marcando goleada histórica sobre o time do Colégio Koelle por 18x1. Eliminamos o IX de Julho, na semi com outra goleada por 5x1. Mas, na final, paramos no Cidade Nova, do Prof. Deva e terminamos vice-campeões naquele ano.
NO CLUBE ATLÉTICO JUVENTUS de Rio Claro
No futebol das categorias de base de Rio Claro, trabalhar no Clube Atlético Juventus é uma honra e uma rara oportunidade. Nós a tivemos. Em 1998, o Nelsinho Martinhi, meu parceiro de longa data, no futebol, disse que estávamos indo para o Juventus, onde ele, inclusive havia jogado em 1986, na equipe infantil. Ele não disse se eu queria ir. Ele disse simplesmente: estamos indo. Ok. Já havíamos trabalhado juntos com sucesso no Juventude Futebol Clube, em 1995, com a categoria sub-13 e essa é uma história que conto em futuras postagens aqui no Blog. Também havíamos montado o time Sub-17 do então E.C. Esmaltec, na única vez em que o time que investia pesado na categoria amadora, se arriscou com a molecada. Outra história para breve.
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| A partir da esquerda: Valdir de Oliveira, Nelsinho Martinhi, Bueno e Geraldo Costa Jr. |
Então lá fomos nós para o Juventus. E foi bom demais. Pela primeira vez, me deparei com cobranças e senti o peso da responsabilidade. Afinal, o Juventus dispensa apresentações. Disputamos a Liga local, com a categoria Sub-17. Foi difícil começar perdendo por 5x1 para o rival Juventude (que tinha um ótimo time) e havia sido campeão no ano anterior. Mas nos recuperamos e só não fomos para as finais porque um time, não me lembro qual, acho que foi o Nosso Teto, desistiu da competição e, pelo regulamento, todas as equipes que o haviam enfrentado e vencido, ficaram sem os pontos das partidas, o que fez muita falta para nós e decidiu nossa sorte no campeonato. Uma pena! Disputamos também o Estadual, promovido pela Secretária Estadual de Esportes e na primeira fase arrasamos os adversários, eliminando inclusive o bom time do Juventude comandado pelo professor Ivo Góes, em um empate em 0x0 no campo do Cidade Nova, jogo à noite. Fizemos 5x1 no time de Cordeirópolis, na casa do adversário (fotos aqui). E já na segunda fase encaramos Americana (jogando com 9, apenas, outra história pitoresca para o futuro, aguardem!) e empatando em 1x1. Depois, em Campinas, vencemos ao Guaçuano por 2x1. Seríamos eliminados futuramente em um jogo em que, por motivos familiares, fui obrigado a me ausentar. Até que um dia, naquele mesmo ano, recebo a visita do Nelsinho que disse: estamos saindo do Juventus. E assim terminou nossa passagem pelo Moleque Travesso.
Uma coisa é preciso destacar. Para qualquer cidade que íamos jogar nas diversas competições das quais participamos naquele ano, todo mundo conhecia o Clube Atlético Juventus de Rio Claro, já os outros times, dentre eles, os profissionais...
Uma coisa é preciso destacar. Para qualquer cidade que íamos jogar nas diversas competições das quais participamos naquele ano, todo mundo conhecia o Clube Atlético Juventus de Rio Claro, já os outros times, dentre eles, os profissionais...
PRIMEIRO TIME QUE TREINEI
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| Em pé, a partir da esquerda: Fernando, Edinho, Salada, Danilo, Mussum, Zé Vermelho, Landinho, Douglas, Lê. Agachados, na mesma ordem: Beto, Paulinho, César, Tadeu, Quim, Alexandre e Luisinho. |
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
PRIMEIROS PASSOS
Em 1988, a primeira experiência como auxiliar do meu pai ( o primeiro, em pé, a partir das esquerda), então treinador da equipe sub-15 do Rio Claro F.C, que, na oportunidade sagrava-se campeã da Copa Osvaldo Gomes de Araújo de Futebol Infantil, daquele ano. Na foto, estou em pé, o segundo, a partir da direita, ao lado do meu primo Emílio Pignatti, que deve estar muito contente com o seu Corinthians. A caligrafia caprichada é de meu pai. Essa foto pertencia a ele.
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