segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PRIMEIRO TÍTULO, INESQUECÍVEL

16 de dezembro de 2001, essa data é inesquecível para mim. Três anos antes, nesta data, eu perdi a minha segunda filha, Aline, com apenas 4 meses de idade.

Já haviam se passado 8 anos e nada. E eu pensava, caramba, o que eu faço de errado? A experiência de 2000, quando tínhamos um time fantástico no Juventude e deixamos escapar a conquista que parecia certa me fez quase desistir, abandonar simplesmente o futebol. Mas se na Literatura a gente aprende que o mais importante é a página seguinte, no futebol não é diferente. Veio 2001 e com o apoio do Guarino Jr., que nunca nos faltou, e do professor Cassinho também, continuamos no Juventude, o qual havíamos aprendido a gostar como se fosse a nossa segunda pele, porque a dor, o sofrimento, nos torna mais fortes, nos aproxima mais das coisas que nos são importantes. E depois de conversar muito com meu pai, mais uma vez eu me inspirei nele, que nunca desistiu de nada em sua vida e fui em frente. E com um um time completamente reformulado, restou apenas o zagueiro Vinicius Calazans, que a bem da verdade, era meio time, fomos pra luta.
Na final, lembro-me bem, é daqueles momentos em que um minuto se parece uma eternidade. E confesso que no minuto final eu era mais um  torcedor que um técnico, porque o adversário todo em cima do seu time, restando um minuto, já nos acréscimos, o que se pode fazer ao lado do campo, senão torcer e rezar. E quando o árbitro, o professor Luiz Fernando Moreira fez trilar o apito final, olhei para o céu nublado, deu um branco, e não vi mais nada em minha volta e o chão faltou sob os meus pés. Foi assim que a vida me provou que nada é impossível. Havíamos conseguido. Vitória de todos nós!

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