Em que pese todo esforço e boa vontade de meu pai, O Seu
Geraldo, nunca fui bom de bola, na melhor acepção da palavra, hoje, tão
maltratada pelos caneludos que viram atletas, e jamais serão jogadores. Futebol
é um jogo e tem que ser jogado. Com habilidade, de preferência. Não era
evidentemente o meu caso. Fosse, e acho que não teria virado treinador aos 24
anos. Atingi a minha melhor performance, digamos assim, por volta de 17 anos,
convencido finalmente das orientações de meu pai e pela oportunidade de jogar
com amigos, alguns anos mais “velhos” e muito mais habilidosos que eu. Exemplo:
Gilberto Donato, Altair Gonçalves, Fábio Scatolin. Era observá-los e sempre se
aprendia algo de bom.
Entretanto, dei um azar desgraçado. Jogava na posição de
lateral. Nas duas. Porque, desde muito pequeno, meu pai me ensinou a dominar e
a chutar a bola também com o pé esquerdo. Isso fazia com que sempre houvesse um
lugarzinho pra mim no time. Ainda que fosse, como na maioria das vezes, no
banco de reservas. Coisas da vida. E do senso de justiça que sempre orientou as
decisões do meu pai, na vida e no futebol.
E quando era titular, pois bem, eu tinha de enfrentar as
feras: Vander, que naquela época era apenas Pirulito (e voltou a ser depois que
parou de jogar profissionalmente), Val Demarchi, Alves, todos estes se
profissionalizaram e acabaram titulares no Velo Clube, pelos quais, depois, eu
torcia nas arquibancadas do Benitão. Só pra citar alguns.
Confesso, da cintura pra baixo, mêu, tudo era bola. Não
tinha outro jeito, não. Os caras eram rápidos e bons demais.
Numa coisa, pelo menos, dei sorte. Não precisei correr
atrás do F-1 do Nelsão Leme. Jogávamos no mesmo time. Formávamos a ala esquerda
do infantil e depois, juvenil, da Associação Atlética Santana, nos anos de
1984, 1985,1986. Ufa, dessa escapei!
Confira acima algumas fotos dessa “época gloriosa”: a da
adolescência.
Prezado, muita saudade dessa época. Nosso time e nossa turma eram pessoas bem animadas. Parabéns pelas ótimas lembranças!
ResponderExcluirRENATO FURLAN.