quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

JUVENTUDE FUTEBOL CLUBE - GRANDES ALEGRIAS!

Foi difícil no começo, afinal, eu trazia do tempo de garoto, a rivalidade no sangue, por ter jogado dos 13 aos 17 anos na Associação Atlética Santana, e aprendido entre outras coisas que ganhar do Juventude é questão de honra. Não sei quem começou com isso e não me importa. Mas confesso que comprei a ideia e a alimentei até o dia em que numa manhã de 1999, no campo do Vasco da Gama, treinando com o Prof. Medina a equipe sub-20 da A.E Velo Clube, que se preparava para o Campeonato Paulista, conversei com o Zé Pedro de Paula Caraça, então presidente do Juventude Futebol Clube, primo do meu pai, meu primo também, pessoa querida e respeitada no meio do futebol rio-clarense que me disse: Pôxa, você mora ao lado do Juventude, seu pai já trabalhou lá (em 1990, vice-campeão, sub-17), e você nunca foi lá com a gente. A oportunidade viria no ano seguinte. E de 2000 até 2003, foram 1 título  (2001) e dois vices (2000 e 2002) na categoria Sub-17. Três finais em três anos consecutivos. Três timaços. Tenho fotos de dois deles, o de 2001 e o de 2002. Uma fase de muita alegria. Trabalhar em um clube organizado, no meio de pessoas amigas, companheiras, José Guarino Jr., Zé Pedro, Élcio Pereira, Jair, Quinha, Dito, puxa vida, que bacana foi isso.
Juventude F.C, 2001, campeão Sub-17, pela Liga Municipal. Semifinal contra o Velo Clube, em que ganhamos por 2x1. Em pé da esquerda para a direita: Marquinhos, Vinicius Calazans, Makarius, Bruno Bortolotti, Fernando Thomazella, Bruno Góes, Bruno Pepes, Richard e Geraldo Costa Jr.. Agachados na mesma ordem: Ninho, Fernandinho, Diego Batata, Gustavo, Raphael Misson e Télfner.
A garotada então... No time de 2000, havia o Eduardo e o João Paulo que já haviam jogado conosco no Juventus, dois anos antes. Também o Anderson, um baita de um meia esquerda. E no ataque, o veloz Giovanni e o Everton. Depois de um início (como sempre) difícil, o time foi se acertando, vieram as goleadas e só fomos parados na final, pelo São João, que, na verdade, era o Velo Clube, o campeonato não permitia que clubes profissionais disputassem a competição.
Foto que saiu na primeira página do Jornal Cidade, edição de 18/dez/2001
Time sub-17 - 2001 - Em pé da esq. p/ dir.: Prof. Cassinho, Marquinhos, Vinicius Calazans, Bruno Pepes, Bruno Bortolotti, Veridiano, Bruno Góes, Renan, Ninho e Geraldo Costa Jr. Agachados na mesma ordem: Fernandinho, Diego Batata, Télfner, Maycon, Gustavo, Raphael Misson e Lemão.
No ano seguinte, não teve erro. Título. O time era formado em sua maioria por jogadores dois anos a menos que a idade limite para a categoria sub-17. Houve quem disse que era loucura. Mas o Prof. Cassinho, que havia formado essa garotada desde o sub-11, disse: Vai que dá. E fomos. Puxa vida, fomos bem demais. Na final enfrentamos o IX de Julho que até o primeiro jogo da decisão só havia sofrido 1 gol na competição e ganhado todos os jogos. Naquele jogo não teríamos o capitão Bruno Bortolotti, suspenso, solicitei ao diretor Elcio Pereira que providenciasse a presença do outro ótimo zagueiro Veridiano que estava afastado fazendo testes em um clube profissional. E o Élcio, competente como sempre, nos atendeu. Veridiano fez uma ótima partida, a sua única conosco naquele ano. 
Em 2002, Vice-Campeão pela L.M.F.
Saímos perdendo por 2x0 e viramos para 3x2, no segundo tempo com atuações fantásticas dos atacantes Gustavo e Allan  O lateral Fernandinho um monstro desde as semifinais, quando fez o gol que nos deu a vitória (2x1) e eliminamos o Velo Clube (para mim confesso que isso teve um gosto especial, um doce gosto de vingança, que, pela primeira vez torno público). No segundo jogo, empate em 1x1, em um jogo, cujo roteiro, nem Spielberg, faria melhor. Com menos de 1 minuto tomamos 1x0 e com 5 minutos de jogo, pênalti para o adversário. Então, eu pensei, foi-se... A menos que... E não é que o Marquinhos defende o pênalti. Bom, aí entramos no jogo de novo e a poucos minutos do final do primeiro tempo, vai o Bruno Pepes, nosso volante e um dos melhores do time e acerta uma falta no ângulo, empatando o jogo, resultado que nos dava o título. Que acabou vindo com muito sofrimento, devido a pressão que sofremos do adversário durante todo o segundo tempo. Lembro que neste jogo, o lateral Fernando Thomazella não perdeu uma única jogada e ainda puxava o time nos contra-ataques com o Bruno Góes. O Misson e o Batata, também jogaram muito. Marquinhos pegando todas. E o Pistarini entrou na metada do segundo tempo e fez direitinho qo que eu lhe pedi. Ao final dos últimos 30 minutos, e lá estava nosso capitão (durante três anos) e técnico dentro de campo, o Bruno Bortolotti, de volta ao time com a costumeira eficiência, levantando a taça de campeão.
Já em 2002, outra grande campanha, marcando goleada histórica sobre o time do Colégio Koelle por 18x1. Eliminamos o IX de Julho, na semi com outra goleada por 5x1. Mas, na final, paramos no Cidade Nova, do Prof. Deva e terminamos vice-campeões naquele ano.

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